sexta-feira, 23 de novembro de 2007

MERDA!

Você não deixou espaços para comentar lá.

Sei muito bem que sua intenção era tentar por para fora um monte de coisas engasgadas. Coisas que não têm a ver comigo, outras que têm. Sei muito bem que você queria que o assunto se encerrasse naquele ponto final.

Mas, tente entender o meu lado. Eu também tenho muitas coisas para dizer. E essa merda de blog foi criada para que eu pudesse organizar minhas idéias e desabafar também.

Primeiro vou responder ao seu post, quer você queira ou não. Afinal, Sr. Teimoso, foi você mesmo quem descobriu isso aqui, sozinho.

Quero dizer em primeiro lugar que entendo muito bem o que você está passando. Dizer que a saudades de um abraço de amigo, de um beijo no rosto, da preocupação dos outros e com os outros, de comer pastel ou feijão e bife. De ter seu espaço, seu mundo, seu domínio. De poder falar de igual para igual, de não ser nem mais nem menos que ninguém. A simples sensação de pertencer, já são coisas que machucam demais.

E, se você está aí enfrentando tudo isso, e não esmorecendo, convicto do que está fazendo, ótimo! Saiba que eu também me orgulho disso. Não vou deixar você dizer que não é forte. Você é, sem dúvida nenhuma, MUITO FORTE!

Você é o cara que perseguiu o sonho de estar aí e foi até o fim, afinal isso não poderia ser uma história mal resolvida. E muito bem, entre tantos interpéries, hoje você está aí, e o seu principal objetivo já foi atingido. Você é o cara forte que virou do avesso a minha vida, o homem que teve coragem de pedir carona e de "esquecer de ir embora", o cara que tendo encontrado o amor da sua vida, não desistiu, com toda a coragem foi atrás de um sonho (sonho já realizado! Caralho! você está em Londres)

Diego, você é o amor da minha vida. Eu te amo para sempre e incondicionalmente. Sou completamente apaixonada por você!

E eu tenho uma notícia a te dar. Há três meses, quase sem querer, muita coisa mudou. Talvez você não tenha se dado conta, que não existe mais minha vida/ sua vida, é única agora é a NOSSA VIDA. Estamos nisso tudo juntos, por mais que as vezes as coisas não sejam discutidas, elas simplesmente acontecem, elas interferem em duas pessoas que vivem uma vida juntos. Não se esqueça que decidimos os dois ficarmos juntos e que essa decisão nos tornou Imbatíveis, perfeitos e muito felizes. Eu quero dividir sua tristeza, assim você terá meia tristeza só para careegar pelos próximos dias.

Eu respeito sim a sua tristeza. Mas confesso que me sinto fracassada. Minha OBRIGAÇÃO é te fazer feliz, e quando eu não consigo uma coisa que eu quero, eu falo beeeem baixinho. Eu odeio ser impotente, odeio não resolver as coisas do meu jeito. E essa luta eu perdi, perdi hoje, e não pude reagir, fiquei aqui sentada vendo um filme que eu já vivi...

Eu entendo muito bem que você queira persistir, tento te consolar dizendo que em 37 dias eu estarei aí. Sei muito bem, que eu sou uma parte só de toda essa tristeza, não vou resolver tudo, pelo menos não tudo com a minha ida e o nosso encontro...

Eu te amo, você é o homem da minha vida, e eu tenho certeza do que estou afirmando. Mas me corroe ter que ser "forte" e te ver infeliz. As vezes tenho muita vontade de resolver do meu jeito. Mas tento te respeitar.

Só para ser mais didática, uma analogia entre o orgulho e o abacaxi.

Muito bem. Um dia desses você acorda com uma vontade tremenda de comer abacaxi, uma vontade enorme, e mesmo não estando na safra do abacaxi, você vai em busca da fruta desejada. Corre no supermercado e toma um "está em falta", vai na quitanda e ouve "é que agora não é época de abacaxis", Você não é Joseph Klimber, mas também não desiste, vai no Hortifruti e com sorriso nos lábios leva um "veja bem, abacaxi só no verão". Mas nada te desanima, o desejo é grande e então no caminho de casa aparece a miragem... TCHARAN! Um caminhão de frutas! Bem, mas se não tinha no supermercado, não tinha na quitanda, nem no hortifruti, vai ser difícil...
E aí você pergunta para o cidadão "moço, tem abacaxi?!". E a resposta mais doce vem: "hummm, tem sim. E, está docinho". Poxa, que bom vou realizar meu desejo de abacaxi! Aí você compra o abacaxi. E já no carro sente aquele cheiro de abacaxi madurinho. Mal pode esperar chegar em casa... No carro não teria mesmo que descasacar. Aí em casa, pega sua melhor faca (mais cega que o garfo, mas era a melhor que tinha). Aí com sacrifício você descasca o abacaxi, muito perfumado, amarelinho, suculento... Corta em fatias. Coloca no prato, pega o limão, passa no ralador, distribui cuidadosamente as raspas. Coloca pedras de gelo no prato, paga seus talheres de prata, a ocasião merece. Aí com seus talheres de prata, a boca salivando, você corta o primeiro pedaço, um cubo grande perfeito 1x1x1, e você leva o tão esperado abacaxi à boca. E então... OPA! Putaqueopariu, essa merda está podre. Caralho! Não é possível, eu queria tanto a porra do abacaxi, que merda, eu passei o dia atras desse abacaxi. Nem fodendo, agora vou comer até o fim, talvez até faça o suco da casca. E vai, come a porra do abacaxi até o fim, por puro orgulho. Pega uma intoxicação alimentar, e fica uma semana sem comer nada. Mas o desejo do abacaxi está satisfeito e você não desistiu dele. "Parabéns!"


PS. EU TE AMO, PORRA!

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